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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Remédio



Remédio, pílula, gota, agulha
Quero estar sedada
Pra ver o mundo que mergulha
E ficar sedada
Sonhar alto bem calmamente
Pra ver de longe o rosto da gente
Fumar mais um no meio da madrugada
Quero estar sedada
Rir por nada, sentir o coração desacelerar
Os olhos fechando com calma.
Vou ficar sedada.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Engulo cigarros

Engulo cigarros
Bastões brancos
És tu, maldita
Invade minha cama,
Desde o primeiro raio do dia
E só se vai
No último suspiro da noite.
Engulo cigarros

terça-feira, 2 de abril de 2013

Demasias


Cresci assim:
Exagerada.
Por vezes sentia demais
Até quando queria sentir nada.
Vivi mais do que deveria
Em um tempo desarranjado.
Me criei desarranjada.
Tentei me encontrar fazendo de tudo
Fui o mais fundo que poderia chegar,
Ceguei.
Em um repentino despertar,
vi-me desesperada.
Mudei, mudei e continuarei mudando
Mas no meio disso  encontrei um lar:
As palavras, a poesia.
Desde então vivo
E dou vida à tudo em
Demasia.

sábado, 23 de março de 2013

Mentira


Dizem por aí que já não sofro mais
Mentem.
Sofro.
Brinco de ser feliz,
Volta e meia, por curiosidade.
Volta e meia, por vontade de ser.
Porém sofro.
E mentem.
Se não falo minha dores,
Quem, neste mundo maldoso,
Irá me culpar?
Por não mais querer sentir dores,
Viver maus amores ou até
Sentir maus odores.
Talvez não mintam,
Não mais sofro.

sábado, 2 de março de 2013

Uma poesia?


Essa seria uma poesia,
Que não creio que saiba mais
Como escrever.
Já fui poetiza nessa vida,
Talvez em outras,
Nem sei dizer.
A poesia que tanto amava
Parece que fugiu de mim
E já não a encontro em lugar algum.
Será que virei feliz,
Ou será que minha mente secou?

quinta-feira, 29 de março de 2012

Quando acaba o claro


Tristeza quando acaba
A vida.
Claro no escuro do quarto,
Do coração.
Trago do cigarro, peso de uma geração.
Trago no peito a dor de ser ancião,
Jovem demais para ser ancião
Da vida.
Da vida a tristeza vem,
Quando acaba o claro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Devaneio maior que os próprios versos


Os olhos, ao corpo
Dá vida.
A Morte, por ser vida
É dividida.
A vida, por ela mesma
Em tempos morre.
Minha escrita, por pulsar vida
Me percorre.